segunda-feira, 16 de outubro de 2017

A epidemia da inovação

luiz felipe pondé

Luiz Felipe Pondé
Filósofo, escritor e ensaísta, pós-doutorado em epistemologia pela Universidade de Tel Aviv, discute temas como comportamento, religião, ciência

O mundo corporativo é a distopia perfeita. De um lado, um modo inequívoco de produção de riqueza que elevou a condição material de vida dos seres humanos a um nível jamais imaginável, do outro lado, um sistema que esmaga o sujeito obrigando-o a competir cotidianamente, sem descansar nunca. Se a perfeição da vida material é uma utopia contínua no mundo contemporâneo, essa mesma perfeição produz níveis elevadíssimos de mal estar, provavelmente garantindo um futuro de mais riqueza regada a desespero a cada dia. Ninguém aguenta mais, mas ninguém pode parar.

Dentro desse quadro, chama atenção a obsessão pela ideia de "inovação". Ela aparece em todos os níveis da vida, do corporativo as pressões psicológicas sobre os mais velhos e mais jovens, num nível epidêmico.

A ideia, profundamente inscrita no "DNA" (como gosta de dizer o mundo corporativo quando "reflete sobre identidades") da modernidade, tem raízes filosóficas claras em obras como a do inglês Francis Bacon (1561-1626), entre outros. Seu projeto de "atar a natureza" a fim de conseguir as respostas necessárias para a melhoria das condições materiais de vida "na natureza" numa futura "Nova Atlântida", associado aos avanços do saneamento básico de Londres ao longo do século 19, são fundamentos básicos dos ganhos técnicos e de gestão de problemas na modernidade. Da natureza ao esgoto, o projeto é o mesmo.

Na vida pessoal, essa epidemia da inovação aparece no modo nefasto como as pessoas buscam "se reinventar" a todo momento. Ela obriga as pessoas a se vem como start ups contínuas num mercado infinito de demandas que vão da saúde física permanente, a beleza sustentável as custas de obsessões, a espiritualidade a serviço da commoditização da alma, enfim, a uma insatisfação existencial contínua como "motivação" para o imperativo da inovação.

É evidente que a proposta é patológica no nível humano, inclusive porque, apesar dos reais avanços tecnológicos na engenharia médica, marchamos para o envelhecimento e a morte, e isso tem impactos definitivos, mesmo que a indústria da inovação, regada a moda da Singularity University, a bola da vez, venda a ideia de que seremos imortais.

A epidemia da inovação no plano psicológico corrói a capacidade, principalmente dos mais jovens, de lidar com o tédio, o fracasso e a as frustrações "normais" da vida, impondo-nos o imperativo do sucesso crescente, que nos assola das nossas camas, a vida profissional, a lida com filhos até o esgotamento de nossas capacidades intelectuais e afetivas.

Um fato evidente nesse processo é o que muitos chamariam de "pressão do capital". Essa pressão nos obriga a pensar em nós mesmos como uma commodity buscando "investimento" no mercado de um mundo em "movimento", em direção a multiplicação do próprio capital que se expande a medida em que habita a inovação como condição sine qua non de adaptação a ele.

No mundo corporativo, que gasta dinheiro com palestras circenses, a fim de fazer seus "colaboradores riem", assim como uma sessão de meditação em meio ao massacre cotidiano, a epidemia da inovação é um mercado em si mesma.

Neste mundo, o futuro é uma commodity em si mesmo, vendido pelas consultorias de futuro. Citando casos conhecidos como a implantação de fake memories (diante destas, fake news é conversa de crianças), esse mercado da inovação vende a ideia de que num mundo próximo, a indústria de implantação no cérebro de memórias falsas, mas "felizes", eliminará a depressão e toda uma série de quadros clínicos indesejáveis.

Para além do absurdo da ideia, de um ponto de vista meramente médico, a própria noção de uma humanidade vivendo continuamente num parque temático "cognitivo" assusta não pelo suposto avanço médico em si, mas pelo modo como as consultorias do futuro vendem a ideia como o máximo da felicidade e da saúde. 

É a condição definitiva de idiotas cognitivos, sonâmbulos que caminham pela vida como um pós-humano em processo de extinção. Os neandertais, do alto de sua sabedoria de espécie já extinta, chorariam de pena de nós. 

domingo, 15 de outubro de 2017

O amor entre familiares é construído, não nasce pronto



Se você não conhece seu filho e sustenta a ilusão de que basta tê-lo parido, precisa se revelar para ele com mais detalhes sobre sua história de vida e dividir segredos. É isso que aumenta a identificação entre filhos, pais e irmãos. A psicoterapeuta e palestrante do TEDx SP, Lucia Rosenberg, explica.


'Melhoria na educação básica deve ser política de Estado, e não de governo'




Cidades Sustentáveis

No dia do professor, o integrante do conselho estadual de educação de São Paulo, Luis Carlos Menezes, fez uma avaliação sobre o papel das cidades na educação.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Elevar gasto público com educação reduz desigualdade, aponta FMI




Em relatório divulgado nesta quarta-feira (11), o FMI (Fundo Monetário Internacional) recomendando o aumento das despesas públicas em instituições de ensino para crianças socialmente desfavorecidas. Segundo o organismo internacional, reduzir as disparidades na educação é crucial para reverter a desigualdade de renda.

"As políticas de educação se distinguem dos demais instrumentos fiscais, na medida em que podem promover o crescimento e a igualdade", ressalta o fundo em um relatório publicado no âmbito de suas reuniões de outono, em Washington (EUA).

O FMI observa que certas desigualdades são inevitáveis num sistema baseado na economia de mercado. Mas expressa a sua preocupação com o fato de que "a desigualdade excessiva pode comprometer a coesão social, levando ao enfraquecimento do crescimento econômico."

O organismo observa que as desigualdades globais diminuíram nas últimas décadas, refletindo um forte crescimento das receitas em alguns países emergentes como China e Índia.

No entanto, as desigualdades variam nos países, tendo aumentado na maioria dos desenvolvidos, enquanto as tendências são mais heterogêneas em outros países.

Por outro lado, "a diversidade das experiências sugere que não existe uma relação sistemática entre crescimento econômico e redução de desigualdades."

CONTEXTO

Numerosas economias desenvolvidas experimentaram, assim, um aumento das desigualdades em um contexto de crescimento contínuo durante o período 1985-2015.

No mesmo sentido, muitos países em vias de desenvolvimento experimentaram um aumento das desigualdades durante períodos de sólido crescimento econômico.

Nas últimas três décadas, a desigualdade de renda aumentou em 53% dos países.

Para reduzir essas lacunas, o FMI enfatiza a importância da escolaridade. Mas os abismos na educação persistem "apesar dos avanços conquistados nas últimas décadas."

Além disso, a diferença de escolarização entre meninos e meninas é ainda mais acentuada em países pobres, embora em grande parte tenha sido eliminada.

Por outro lado, a situação socioeconômica ainda é um fator determinante para o acesso à educação, particularmente nos países em desenvolvimento.

O acesso ao ensino formal continua a ser problemático na África Subsaariana, Oriente Médio, Norte da África e, em menor medida, nos países em desenvolvimento da Ásia, América Latina e Caribe, destaca o FMI.

Quando os filhos de famílias socialmente desfavorecidas têm acesso à educação, avalia o fundo, normalmente é em um ensino de menor qualidade, menos dotado de recursos, materiais pedagógicos e docentes.

Confrontar a redução das desigualdades na educação, aponta o FMI, é possível sem afetar os orçamentos estatais redistribuindo, por exemplo, os gastos públicos em favor das crianças socialmente desfavorecidas e das instituições escolares com menos acesso a recursos.

Lição de casa


COLUNAS

Guy Perelmuter

O Futuro dos Negócios

*Fundador da GRIDS Capital, é Engenheiro de Computação e Mestre em Inteligência Artificial

O setor educacional passa por uma transformação única, que afeta alunos, professores, instituições de ensino, governos e o mercado de trabalho
Desde que os computadores pessoais começaram a se popularizar, as possibilidades criadas para o universo da educação foram imediatamente reconhecidas. A capacidade de customização do conteúdo a ser ensinado ao ritmo de cada estudante bem como a facilidade de coletar dados para avaliar e auxiliar no processo de aprendizado eram apenas alguns dos pontos que permitiriam que os modelos de ensino fossem atualizados e melhorados. O conteúdo de uma aula ou de um curso agora pode ser gravado utilizando-se recursos multimídia - imagens, vídeos, áudio - e disponibilizado via Internet para milhões de pessoas. Até mesmo projetos que começaram com ambições limitadas podem tornar-se fenômenos educacionais: a Khan Academy, por exemplo, atualmente utilizada todo mês por mais de 40 milhões de estudantes ao redor do mundo, começou como um projeto pessoal de Salman Kahn para auxiliar seus primos com trabalhos escolares.
De acordo com a Ibis Capital, um grupo de investimentos e consultoria baseado em Londres, o mercado de educação mundial supera os US$ 5 trilhões - significativamente maior que mercados como software e entretenimento, e muito menos explorado. A velocidade da implementação de novas tecnologias associadas ao setor de Educação é frequentemente menor que em outras indústrias - não apenas pela própria natureza do tema, mas pela complexidade dos elementos participantes do ecossistema: alunos, professores, instituições de ensino, órgãos de regulação e Governos municipais, estaduais e federais, por exemplo.
Conforme já discutimos neste espaço, estima-se que cerca de 50% das carreiras atuais irão simplesmente deixar de existir nas próximas décadas. Não estamos falando apenas de profissões associadas a trabalhos repetitivos e que exigem pouca formação acadêmica, mas também de ocupações que empregam pessoas com currículos atualmente considerados "protegidos" da automação. Esta mudança dramática no perfil do mercado de trabalho mundial irá exigir que novas habilidades e competências sejam aprendidas - e este é um dos maiores desafios do setor educacional.
Instituições de ensino de diversos níveis - fundamental, médio e superior - estão passando por um momento transformacional importante. Não apenas o conteúdo a ser ensinado deverá necessariamente evoluir para atender ao novo paradigma do mundo pós-Quarta Revolução Industrial, mas também a forma como este conteúdo deve ser transmitido aos estudantes não será a mesma. Desde o início do século XXI o número de cursos online disponíveis vem aumentando, incluindo material de algumas das Universidades mais reconhecidas do mundo: Coursera (Princeton, Stanford, Urbana-Champaign), edX (Berkeley, Cornell, Dartmouth, Harvard, Kyoto, MIT) e FutureLearn (Birmingham, Edinburgh, King's College, Trinity College de Dublin) são exemplos de provedores de MOOCs - Massive Open Online Courses (algo como "Grandes Cursos Online Abertos").
O mercado de EdTech - "Educação Tecnológica - deve atingir, segundo a EdTechXGlobal (que organiza uma das maiores feiras mundiais sobre o tema) cerca de US$ 250 bilhões em 2020, crescendo aproximadamente 17% ao ano. Este mercado é composto pelas empresas que buscam inovações na transmissão, produção, desenvolvimento e metodologias de ensino com o objetivo de viabilizar o atendimento a um número de estudantes cada vez maior. De acordo com um trabalho de abril de 2017 liderado pela UNESCO (Organização Educacional, Científica e Cultural das Nações Unidas), o número de estudantes de ensino superior no mundo ultrapassou a marca de duzentos milhões. A pressão por acesso a conhecimento e ensino de qualidade nunca foi tão grande, afetando Governos e grupos privados. Semana que vem iremos prosseguir com este tema, falando de algumas iniciativas que já estão modificando de forma importante o ambiente educacional. Até lá.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

FMI considera acesso à educação chave para reduzir desigualdade de renda


Reduzir as disparidades na educação é crucial para reabsorver a desigualdade de renda, afirmou nesta quarta-feira (11) o FMI (Fundo Monetário Internacional), recomendando o aumento das despesas públicas em instituições de ensino para crianças socialmente desfavorecidas.

"As políticas de educação se distinguem dos demais instrumentos fiscais, na medida em que podem promover o crescimento e a igualdade", ressalta o fundo em um relatório publicado no âmbito de suas reuniões de outono, em Washington.

O FMI observa que certas desigualdades são inevitáveis num sistema baseado na economia de mercado. Mas expressa sua preocupação com o fato de que "a desigualdade excessiva pode comprometer a coesão social, levando ao enfraquecimento do crescimento econômico."

O organismo observa que as desigualdades globais diminuíram nas últimas décadas, refletindo um forte crescimento das receitas em alguns países emergentes como China e Índia.

No entanto, as desigualdades variam nos países, tendo aumentado na maioria dos desenvolvidos, enquanto as tendências são mais heterogêneas em outros países.

Por outro lado, "a diversidade das experiências sugere que não existe uma relação sistemática entre crescimento econômico e redução de desigualdades."

Numerosas economias desenvolvidas experimentaram, assim, um aumento das desigualdades em um contexto de crescimento contínuo durante o período 1985-2015.

No mesmo sentido, muitos países em vias de desenvolvimento experimentaram um aumento das desigualdades durante períodos de sólido crescimento econômico.

Nas últimas três décadas, a desigualdade de renda aumentou em 53% dos países.
Para reduzir essas lacunas, o FMI enfatiza a importância da escolaridade. Mas os abismos na escolarização persistem "apesar dos avanços conquistados nas últimas décadas."

Além disso, a diferença de escolarização entre meninos e meninas é ainda mais acentuada nos países pobres, embora em grande parte tenha sido eliminada em outros países.

Por outro lado, a situação socioeconômica ainda é um fator determinante para o acesso à educação, particularmente nos países em desenvolvimento.

O acesso à educação continua a ser problemático na África Subsaariana, Oriente Médio, Norte da África e, em menor medida, nos países em desenvolvimento da Ásia, América Latina e Caribe, destaca o FMI.

Quando os filhos de famílias socialmente desfavorecidas têm acesso à educação, avalia o fundo, é em um ensino de menor qualidade, menos dotado de recursos, materiais pedagógicos e docentes.

Confrontar a redução das desigualdades na educação, aponta o FMI, é possível sem afetar os orçamentos estatais redistribuindo, por exemplo, os gastos públicos em favor das crianças socialmente desfavorecidas e das instituições escolares com menos recursos. 

'Novo analfabetismo': por que tantos alunos latino-americanos terminam ensino fundamental sem ler ou fazer contas

BBC

 Ángel Bermúdez - Da BBC Mundo 

A conclusão do ensino fundamental é uma etapa essencial da vida estudantil, mas para grande parte dos alunos latinos-americanos ela é concluída sem que sejam aprendidas habilidades mínimas.

Segundo um informe recente do Instituto de Estatísticas da Unesco, braço da ONU para a educação, grande parte dos jovens da América Latina e do Caribe não alcançam os níveis exigidos de proficiência em capacidade leitora ao concluírem o que no Brasil equivale à segunda etapa do ensino fundamental, em geral, aos 14 anos.

O estudo diz que, em média, 36% das crianças latino-americanas no ensino fundamental não estão atingindo as habilidades mínimas de leitura. Em matemática, esse índice sobe para 52%.

Em números absolutos, 19 milhões de adolescentes do continente concluem o fundamental "sem conseguir níveis mínimos" de compreensão nessas áreas.

Especificamente no Brasil, dados compilados pela plataforma QEdu com base no Prova Brasil 2015 dão a dimensão do problema nessa etapa do ensino: apenas 30% dos alunos da rede pública saem do 9º ano com aprendizado adequado em leitura e interpretação.

Em matemática, apenas 14% dos alunos do 9º ano aprenderam o adequado em resolução de problemas.

'Novo analfabetismo'

Silvia Montoya, diretora do Instituto de Estatísticas da Unesco, considera "dramática" a ausência de compreensão de leitura em tantos estudantes do continente.

"O fato de haver crianças sem competências básicas, no que se refere a ler parágrafos simples e extrair informações deles, é o que eu consideraria uma nova definição de analfabetismo", diz ela à BBC Mundo, serviço em espanhol da BBC.

"No mundo de hoje, ter um nível mínimo de alfabetização já não é (apenas) saber ler o próprio nome e escrever algum fato da vida cotidiana. Carecer de compreensão leitora é uma espécie de incapacidade de se inserir na sociedade, poder votar e entender as propostas dos candidatos, entender seus próprios direitos e deveres como cidadão. Afeta todas as dimensões."

E, prossegue Montoya, a leitura é uma habilidade básica, sobre a qual se constroem as demais capacidades estudantis.

"Sem essa competência, estamos gerando crianças e adolescentes que vão (vivenciar) diretamente muitas frustrações pessoais e de integração social e profissional. Sem entender textos, é muito difícil avançar em qualquer área."

A situação se agrava quando se leva em consideração o grau de exigências do mundo atual, em que a informação disponível é complexa e tem diferentes graus de qualidade e confiabilidade - o que exige leitores com senso crítico e habilidade de interpretação.

Uma escola que não funciona

E se antes o desafio da América Latina era o da inclusão dos alunos ao sistema de ensino, hoje a questão é mais qualitativa do que quantitativa.

O relatório da Unesco afirma que "o desperdício de potencial humano evidenciado pelos dados confirma que levar as crianças à sala de aula é apenas metade da batalha. Agora, temos de garantir que todas as crianças naquela sala de aula estejam aprendendo as habilidades básicas de que precisam em leitura e matemática, no mínimo".

"Agora, a realidade é que as crianças estão dentro do sistema educativo, mas há uma inabilidade da escola em dotá-los do nível de aprendizado razoável e mínimo para as circunstâncias que demanda o mundo hoje e no futuro", afirma Montoya.

E isso é resultado de uma série de problemas, como formação deficiente que não prepara os docentes para lidar com os desafios de sala de aula, problemas de infraestrutura, numerosas perdas de dias letivos por conta de greves e outras questões - além, também, da própria situação socioeconômica dos estudantes, que "podem vir de lares de baixa renda e contar com menor apoio familiar".

"Há uma combinação de fatores que podem variar em cada lugar, mas evidentemente há 
uma ausência de políticas específicas para enfrentar o problema", afirma Montoya.

Ela agrega que é preciso analisar os currículos, a formação de docentes - para garantir que sejam capazes de ensinar crianças vindas de contextos sociais difíceis -, contar com um ambiente e uma infraestrutura adequados e ter uma rede de políticas sociais de apoio.

No Brasil, uma nova base nacional curricular, documento do Ministério da Educação que vai definir diretrizes de ensino, está atualmente em fase de consulta pública.

"Não há como resolver (o problema da educação) sem uma visão integral do sistema educacional", opina Montoya.

O problema não se restringe à América Latina - é um drama global.

O relatório da Unesco calcula que, no mundo, haja 617 milhões de crianças e adolescentes - o equivalente a três vezes a população total do Brasil - incapazes de entender minimamente um texto ou resolver problemas matemáticos básicos, o que seria esperado em sua idade escolar.

Na África Subsaariana, 88% dos alunos concluem os estudos equivalentes ao fundamental com problemas de compreensão em leitura. Para efeitos comparativos, esse índice cai para 14% na América do Norte e na Europa.