Esconder qualquer forma de negatividade na experiência de formação é um erro
Luiz Felipe Pondé
Pernambucano, é escritor, filósofo e ensaísta. Doutor em filosofia pela USP, é professor da PUC e da Faap.
Considero a pedagogia, entre todas as ciências humanas, a mais perdida. Só não deixa de existir, pura e simplesmente, porque ainda existem crianças e precisamos deixá-las em algum lugar pra se ocuparem e aprenderem, quando muito, coisas essenciais, como não matar os coleguinhas, contas de matemática (por enquanto) e ler e escrever (por enquanto). A pedagogia é a “ciência” que dá um tom sério para essa atividade de ocupação das crianças.
Uma nova modinha assola a coitada da pedagogia. A tal da pedagogia positiva.
O que viria a ser essa modinha, em poucas palavras?
Simples: ensine apenas elogiando os alunos. Veja bem, qualquer professor que tenha o mínimo de amor e cuidado com seus alunos não irá maltratá-los.
Ninguém consegue muita coisa humilhando alguém no processo do ensino. Apesar de, infelizmente, existirem muitos professores que exercem sua função a partir do ressentimento de se sentirem irrelevantes e anônimos e da simples pobreza material devido aos salários miseráveis que ganham.
Mas, dito isso, vejamos de mais perto o dano que uma pedagogia positiva pode causar aos já devastados jovens que estamos criando nesse mundo de idiotas de tudo.
A tese central parece ser que você não deve constranger um aluno apontando seus erros. De novo: é evidente que devemos apontar erros com cuidado porque erros ferem nossa autoestima, pouco importa se você tem 8 ou 80 anos.
Mas dizer que devemos sempre ver tudo do “ponto de vista positivo” ou esconder qualquer forma de negatividade na experiência de formação é um erro típico da virada paradigmática para a idiotia que acometeu o mundo desde o fim da Guerra Fria.
Olhar as coisas de “um ponto de vista positivo”, neste sentido, não significa apenas olhar o lado “legal das coisas”. Significa a busca da eliminação das dimensões negativas (diria eu, quase no sentido dialético) da realidade.
Qualquer pessoa minimamente madura sabe que a negatividade é elemento essencial da preparação de uma pessoa pra vida adulta.
Os ruídos, as contradições, os fracassos, os momentos de desespero e de derrota nos ensinam mais do que o sucesso.
O sucesso, ao contrário, pode fazer de você uma pessoa retardada mental que pensa que tudo pode ser passível de enquadramento em alguns poucos passos “positivos”.
Esta forma de pedagogia positiva descende direto de um utilitarismo degradado.
O utilitarismo é uma escola ética britânica, de enorme impacto no mundo contemporâneo, que define o bem como a aquisição de bem-estar para a maioria da população.
Nada contra. Quem quer sofrer, afinal de contas?
O problema da aplicação sistemática e absoluta do utilitarismo, já apontado por críticos da teoria, como Aldous Huxley (1894-1963), é que ele desumaniza o homem na medida em que o torna escravo de “mais bem-estar”. Nesse processo, chegamos ao ponto de abrir mão de qualquer coisa que não some a esse aumento de bem-estar.
O resultado é que nos transformamos em retardados alegres.
E aí voltamos à pedagogia positiva. Ao negar sistematicamente a contradição e a negatividade na experiência da formação, nos juntamos à já crescente tendência de recusa do amadurecimento, presente no utilitarismo absoluto, que anda passo a passo com o chamado empoderamento do consumidor, que é, em si, uma criança velha exigindo sua satisfação contínua.
A negatividade, compreendida como a experiência do contraditório e do incontrolável pelo meu desejo de felicidade narcísica, ao ser eliminada da equação pedagógica, reduz a educação a um vazio de humanidade.
A humanidade é muito mais humana no contato com a negatividade do que com a positividade. Aquela nos ensina os limites e os fracassos (e a vida é cercada pelo fracasso), esta nos ensina que Papai Noel tem sempre nosso nome em seu coração. Depois, quando encontramos esses jovens por aí e os chamamos de milênios chatos e mimados, não lembramos que nós os ensinamos a incapacidade de lidar com a negatividade.
Esta incapacidade habita o vazio de nossos corações de adultos imaturos a abraçar árvores por aí.
"Ageísmo" - conceito que remete ao preconceito com relação à idade
Elisabete Adami Pereira dos Santos, professora da PUC
No último artigo, em 18/3, falava sobre os dados preocupantes de dois relatórios do Banco Mundial, relativos as jovens, e aos jovens brasileiros em particular.
Pessoas ficaram chocadas com a crueza de alguns pontos da análise do banco, e com algumas recomendações que advieram da análise. A crítica contundente do banco aos equívocos de nossas políticas de inclusão, que acabam por excluir os jovens, está entre um dos focos de revolta dessas pessoas.
Ficou na moda se falar em “ageísmo”, conceito que remete ao preconceito com relação à idade. Porém, ele tem sido usado, com muito mais frequência, com relação aos idosos.
Mas, de alguma forma, quando se privilegia os idosos, o ageísmo se volta contra os mais jovens. A questão da produtividade que o relatório diz estar se esvaindo não vai ser resolvida no Brasil, no curto prazo.
O relatório mostra que a produtividade do trabalho vem aumentando em cerca de 0,7% ao ano desde meados da década de 1990, porém o crescimento da Produtividade Total dos Fatores (PTF) está em declínio.
Por outro lado, o banco entende que o aumento da renda no Brasil se baseou, predominantemente, no aumento da taxa de emprego, com a entrada de um grande contingente de jovens no mercado de trabalho pela primeira vez, na década de 1990. Com o rápido envelhecimento da população, essa fonte de crescimento deve se esgotar em breve.
Há no relatório fortes recomendações no sentido de que o sistema de capacitação e colocação profissional do Brasil seja significativamente fortalecido. Desta forma, melhorias na qualidade do sistema educacional brasileiro são componentes fundamentais para a agenda da produtividade.
E, neste sentido, se colocam muitas expectativas nos resultados positivos da reforma do ensino médio. A baixa qualidade da educação ou mesmo a percepção limitada de sua relevância pode levar os jovens a perder o interesse e a investir pouco em sua formação, traduzindo-se em uma falta de engajamento da juventude.
O resultado disso é o aumento dos chamados “nem, nem”, grupo que não estuda nem exerce atividade renumerada e que saltou de 22,7% em 2014 para 25,8% em 2017, do total na faixa entre 16 e 29 anos, segundo dados da Síntese de Indicadores Sociais 2017, do IBGE.
Levantamento inédito mostra que a lógica de quanto mais dinheiro, melhor não tem funcionado para o ensino brasileiro na última década Por Luisa Bustamante
Sempre que um mau resultado da educação brasileira vem à superfície, reavivam-se batidos argumentos. O principal deles: como o dinheiro é pouco, a excelência nunca chega. Eis uma daquelas verdades fincadas em pedra, assunto difícil de remexer dada a inquebrantável certeza absoluta. Os números estão aí, porém, para ajudar a derrubar a ideia cristalizada de quanto mais recursos, melhor. Um levantamento inédito, que contabilizou uma década de gastos na rede pública do país, chegou a uma conclusão surpreendente: mesmo com a crise econômica e as flutuações que ela impôs, o investimento dos estados subiu, em média, 32% entre 2007 e 2016; nos municípios disparou 66%. A qualidade não seguiu nem de longe o mesmo compasso. O Brasil continuou firme e fraco entre os países com pior ensino (veja o quadro abaixo).
O levantamento, feito pelo IDados, instituto que monitora a educação no país, desceu ao detalhe para mapear onde as verbas cresceram de forma mais generosa nesta última década: o ranking estadual é encabeçado por Pará (mais 151%), Piauí (105%), Goiás (80%), Mato Grosso (80%) e Amazonas (59%). Os recursos até alavancaram infraestrutura e salários nas escolas de ensino médio (para onde vai o dinheiro do estado), mas não ajudaram a salvar os alunos da maré de notas vermelhas — dez anos atrás eles estavam entre os níveis 1 e 2 (numa escala de zero a 10) em língua portuguesa e matemática, e ali estacionaram. “O sistema brasileiro já se provou ineficiente. Não faz sentido investir cada vez mais em um modelo que não dá certo”, pondera o matemático Paulo Oliveira, diretor do IDados, no Rio de Janeiro.
Uma das formas de medir o investimento de um país em educação é o tanto que ele injeta na área em proporção ao PIB, e o Brasil vai bem aí: destina 6,1% (acima da média de 5,6% da OCDE, a organização das nações mais ricas). O problema é que, sendo um país tão populoso, o gasto por aluno se situa entre os mais baixos do mundo, embora esteja em ascensão. O que não dá é para crescer a esmo, imaginando que esse será um passaporte automático para o topo — os Estados Unidos, por exemplo, são um dos cinco campeões em gastos e aparecem espremidos entre os medianos do ranking. “O Brasil usou recursos nesta última década para aumentar o salário de professores e fazer de tudo um pouco, sem eleger prioridades. Assim, não mudou de patamar”, diz Claudia Costin, diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais, na Fundação Getulio Vargas.
Os caminhos para a excelência são conhecidos e nem sempre consomem um caminhão de dinheiro. Uma alavanca para a dianteira é o recrutamento de bons alunos para a docência, algo que demanda mais do que salário inicial atrativo. “A carreira precisa ser estimulante e meritocrática para atrair os melhores, como funciona em outros países”, observa o especialista Carlos Monteiro. As faculdades de pedagogia também precisam ser menos teóricas e mais afinadas com as modernas práticas. Ter um currículo que sirva de bússola para uma boa aula é outro passo para virar a página — este o Brasil está dando. O cientista social José Eustáquio Diniz lembra que os ventos da demografia sopram a favor: “Há mais pessoas produzindo e menos crianças e idosos na população, uma oportunidade única para investir em capital humano. Essa fase dura só até 2030.” Que a próxima década seja melhor do que o tempo que vivemos.
Mozart Neves
Diretor de Articulação e Inovação do Instituto Ayrton Senna. Foi reitor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), secretário de Educação de Pernambuco (2003-2006) e presidente do Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação). Foi presidente executivo do Todos Pela Educação (2007-2010)
A despeito dos avanços importantes nos indicadores de acesso à escola ao longo das últimas décadas, do aumento considerável de investimentos públicos em educação, e de melhorias consistentes nos índices de aprendizagem dos alunos dos anos iniciais do Ensino Fundamental (1º ao 5º ano), o cenário da educação brasileira como um todo – entendido aqui como ingresso, aprendizagem, permanência e conclusão escolar – segue em situação crítica. Os dados abaixo resumem o quadro atual:
Ainda há 2,5 milhões de crianças e jovens fora da escola, sendo que 1,5 milhão (60%) é de jovens de 15 a 17 anos;
55% das crianças brasileiras de 8 anos de idade (final do 3º ano do Ensino Fundamental) ainda não estão plenamente alfabetizadas;
Pelas atuais taxas de conclusão, a cada 100 alunos que ingressam na escola pública com 6 anos de idade, apenas 65 concluirão o Ensino Médio até os 19 anos;
Dos alunos que concluem o Ensino Médio, apenas 7% tem aprendizagem adequada em Matemática e 28% em Língua Portuguesa;
Na comparação internacional mais recente da Educação (PISA 2015), o Brasil se manteve no grupo dos 10% piores sistemas educacionais;
Os números apontam não só para um cenário desafiador como também revelam que, sem uma mudança contundente de rota, continuaremos suprimindo qualquer chance de um futuro melhor para milhões de crianças e jovens brasileiros. Não se pode mais continuar negligenciando o problema e não dando a ele a devida prioridade política para que se efetive um processo de mudanças essenciais para o desenvolvimento sustentável do País.
Não obstante esse cenário de poucos avanços na educação brasileira vale ressaltar que existem escolas e algumas redes públicas de ensino de pequeno e médio porte que conseguem oferecer a seus alunos uma educação de boa qualidade, mesmo estando em contextos socioeconômicos desafiadores. Ademais, há exemplos, poucos é bem verdade, de estados e municípios que conseguiram realizar, em menos de 10 anos, mudanças importantes em seus indicadores educacionais, uma vez que posicionaram a educação como prioridade e resolveram questões fundamentais que prejudicavam o avanço da aprendizagem dos alunos, como foi o caso do Ceará na alfabetização de suas crianças. Ou seja, o cenário geral é de enorme desafio, mas há exemplos no Brasil que mostram que é possível fazer muito melhor.
Acreditamos que se as políticas educacionais em prol da aprendizagem dos alunos ganharem centralidade na pauta da política pública deste país, a educação brasileira não tardará atingir patamar muito mais elevado, permitindo que o sonho de um Brasil melhor para todos se torne, enfim, realidade.
Por isso, o movimento Todos pela Educação começa agora uma grande mobilização pela Educação de qualidade, indo além da urgência, mas colocando-a como uma exigência nacional nos programas dos próximos candidatos à presidência da república e aos governos estaduais, pois os eleitos no pleito deste ano terão a grande responsabilidade de conduzir o País a um quadro de maior estabilidade política e social, de crescimento econômico sustentável e de fazer avançar a oferta de uma Educação de qualidade para todos.
SÁBADO, 31/03/2018, 13:30Revista responde: como criar seus filhos - Petria Chaves
Dificuldade de aprendizado pode ser fruto do método de avaliação
Edith Rubinstein, especialista em mediação educacional, esclarece dúvidas dos pais. Ela também fala da avaliação psicopegadógica interventiva enquanto um método sistêmico, capaz de entender como o contexto da criança pode afetar seus resultados e observar, de fato, o quanto ela é capaz de aprender.
Em mais de 70% das cidades, ao menos 1 em cada 4 estudantes entra no ensino médio com dois anos de atraso – aos 17 anos, em vez de 15, a idade correta
Renata Cafardo, O Estado de S.Paulo
01 Abril 2018 | 03h00
SÃO PAULO - Em mais de 70% das cidades brasileiras, no mínimo um em cada quatro alunos cursa o 1.º ano do ensino médio com muito atraso. Eles começam essa etapa com 17 anos em vez de 15, a idade correta. Isso acontece basicamente porque os jovens repetiram de ano pelo menos duas vezes ao longo da vida escolar. Os dados mostram também que apenas 1,4% dos municípios do País tem 90% das crianças na idade certa em todos os anos da educação fundamental e média.
O resultado vai contra o senso comum de que não se reprova mais nas escolas públicas brasileiras. Especialistas em educação são contrários à repetência porque sustentam que ela não melhora a aprendizagem. Além disso, afirmam, prejudica a autoestima do aluno e é uma das principais causas de abandono da escola. O ensino médio brasileiro tem evasão considerada elevada, em torno de 12%.
O estudo inédito foi feito com base no Censo Escolar 2016 pelo Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede) e pelo QEdu, dois institutos que pesquisam e divulgam dados educacionais. Foi tabulada a chamada distorção idade/série de todos os anos do ensino fundamental e médio – o cálculo inclui apenas alunos com dois anos ou mais de atraso. A série em que há mais municípios com grande diferença de idade é o 1.º ano do médio e, em seguida, o 6.º ano.
“Isso é reflexo de um sistema que não consegue garantir a qualidade da aprendizagem. A reprovação precisa ser uma exceção e não uma estratégia pedagógica”, diz o diretor do Iede, Ernesto Faria. Para ele, há uma cultura da repetência no País que está ligada à relação conflituosa entre professor e aluno.
“Alguns professores alegam que, ao ameaçar um aluno de reprovação, ele estuda. Se isso funcionasse, estaria todo mundo bem, com ótima aprendizagem”, afirma o professor da Universidade de São Paulo (USP) Ocimar Alavarse. Resultados de avaliações nacionais e internacionais mostram que alunos reprovados têm desempenho inferior aos demais. Dados do Pisa, o maior exame de estudantes do mundo, indicam uma diferença de mais de 70 pontos entre os brasileiros que nunca repetiram de ano e os que foram retidos. Isso significa dois anos a mais de escolaridade. A tendência se repete em todos os países participantes do Pisa.
A educadora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Márcia Jacomini, que pesquisa reprovação, diz que não vê “um só aspecto positivo” na repetência. “Ela leva à separação do grupo da classe, interfere na autoestima, tem custo alto e causa evasão.”
Victor Hugo, de 11 anos, está fazendo o 4.º ano pela terceira vez numa escola pública de Senador Canedo, em Goiás. A cidade é uma das que têm altos índices de distorção idade/série no ensino médio. A mãe, a empregada doméstica Jaciene Braz, de 30 anos, diz que o menino reclama que é muito maior que os colegas. Com 1,65 metro e quase 12 anos, já deveria estar no 7.º ano, mas convive com crianças de 8 e 9 anos. “Ele já nem quer ir mais para a escola.” Victor Hugo não sabe ler e escreve pouco. “No 1.º ano ele não foi alfabetizado”, diz. Mesmo assim, Jaciene acha certo o filho repetir porque “iria para o 5.º ano sem saber nada”.
Morador de Presidente Prudente (SP), Gabriel Gonçalves, de 19 anos, desistiu da escola regular no início no ensino médio. Já havia repetido duas vezes, no 5.º ano e no 8.º ano. “Ficava triste, todo mundo ia para frente e eu, parado.” Agora que é maior de idade, voltou a estudar na Educação de Jovens e Adultos (EJA) porque quer prestar concurso público. “Acho que deveriam dar mais chances para a gente. Os anos que fiz de novo não aprendi nada e passei raspando.”
Especialistas alertam que, se há repetência, as escolas precisam ter projetos para lidar com os reprovados. “Não se pode tratá-los como se tivessem começando pela primeira vez aquele ano”, afirma Alavarse.
Sinais da reprovação
Estudantes têm dois anos ou mais do que a idade correta para a série
1º ano do ensino médio
Rede privada
Rede pública
73,5% DOS MUNICÍPIOS TEM 1 EM CADA 4 ALUNOS ATRASADOS
90% DOS MUNICÍPIOS TEM 1 EM CADA 4 ALUNOS ATRASADOS
1,8% DOS MUNICÍPIOS TEM 1 EM CADA 4 ALUNOS ATRASADOS
Brasil
Regiões norte e
nordeste
Brasil
6º ano do fundamental
1º ano do fundamental
Rede pública
Rede privada
Rede pública
Rede privada
56,2% DOS MUNICÍPIOS TEM 1 EM CADA 4 ALUNOS ATRASADOS
0,9% DOS MUNICÍPIOS TEM 1 EM CADA 4 ALUNOS ATRASADOS
0,6% DOS MUNICÍPIOS TEM 1 EM CADA 4 ALUNOS ATRASADOS
0,2% DOS MUNICÍPIOS TEM 1 EM CADA 4 ALUNOS ATRASADOS
Brasil
Brasil
Brasil
Brasil
Idade certa
Distorção nos Estados
Quantos municípios têm, no mínimo, 1 em cada 4 alunos atrasados no 1º ano do ensino médio público e privado